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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Nesse período todo de Geuor, tivemos muitas histórias e aos poucos vou compartilhando com vocês.

Todo dia 20 de janeiro, íamos em comboio para uma mata próximo a quadra 18 de Sobradinho, entregar frutas para Oxosse que na Umbanda é representado por São Sebastião.
(Abre um pequeno parêntese nessa fala: o comboio era a pé mesmo e com um carrinho de mão pra levar as frutas etc. Uma vez até nosso Filho Fernado, com F maiúsculo mesmo esteve conosco.Acho que ele não se lembra dessa rs Foi pelos anos de 1997 por aí) 
Essa devoção nossa começou em 1993 onde ainda em janeiro eu, Dona Raimunda e outros que nos acompanhavam levamos umas frutas e um prato feito a base de milho, prato esse feito pela Dona Aparecida da Vovó Maria Conga e pela Dona Enésia do João Cigano.



As cerimônias eram conduzidas pelo Caboclo Tupinambá da Bahia que está ao meu lado desde o início de minha caminhada. Esse caboclo com outros do Juremá nos ensinavam a praticar nossa espiritualidade em consonância com os ensinamentos apreendidos na Casa de Santo Xangô Sambará e no convívio dos irmãos.


No momento da entrega se tira tanta toada bonita em homenagem aos caboclos como:




Então se passava a tarde na companhia das matas e pedindo Paz, Saude e Prosperidade para todos.



Tambem uma coisa que sempre aprendi com Mãe Osmarina é o cuidado com o meio ambiente porque os Orixás são exatamente forças dessa linda natureza.







Acima os erês tambem vem para alegrar a entrega.





"Canindé, Canindé
Caboclo na Mata é bugre
Canindé Canindé
É comedor de carne crua"



Em 1994 nesse Gongá tão iluminado.


Aqui acima era a preparação para uma entrega a Cosme e Damião e toda a Ibejada.



Meu Pai Xangô sempre dando seu axé e sua proteção em todos os momentos.


"Xangô, Xangô, Xangô
Xangô Senhor meu pai
O senhor mesmo é quem diz
Que filho de Umbanda não cai"


Aqui em cima Pai Xangô em 09/12/1995 na cachoeira do Pipiripau em Planaltina DF com todos os irmãos do Centro Espírita Xangô Sambará de Pai Rita e Mãe Osmarina.


A cada dia que vejo e comprovo nossa evolução através dos tempos e de forma especial através daquilo que plantamos um dia e colhemos, tenho mais fé na vida e em toda 
forma espiritual que pratica o bem.


Como diria Vovó Catarina,

"Lá no cruzeiro divino
Aonde as almas vão rezar
As almas choram de alegria
Quando os filhos se combinam
Também choram de tristeza
Quando não quer combinar"




Vovó Catarina da Calunga em 1996.




"Saravá pra Vovó Catarina
Que é Dona da Gira no meu terreiro
Saravá pra Vovó Catarina
E pra todas as almas do Cativeiro..."



3 comentários:

  1. As suas postagens estão cada vez melhores,parabéns pelo belissimo trabalho...toda vez que entro no seu blog,aprendo um pouquinho mais...ana lucia

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  2. Me lembro sim,dessa empreitada....de ter ido contigo...e com a marluci..rsrsr

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